Quando trocar a prótese capilar: 7 sinais de fim de vida útil
A peça não avisa com data. Ela avisa com sete sinais — e o mais confiável deles é a fixação durando cada vez menos.
Resposta rápida
Troque quando aparecer qualquer um destes sinais: base rasgada ou esgarçada na borda, perda visível de densidade, embaraço que a escovação não resolve, cor desbotada de forma irregular, base endurecida por resíduo impregnado, fixação durando cada vez menos mesmo com procedimento correto, ou quando o custo de reparo se aproxima do valor de uma peça nova.
Os 7 sinais
1. Base rasgada ou esgarçada
Principalmente na borda frontal, que é a que mais sofre. Pequenos rasgos podem ser reparados uma ou duas vezes; a partir daí, a peça não sustenta mais uma colagem confiável.
2. Perda visível de densidade
O fio implantado se solta gradualmente com o uso. Quando a cobertura já não é a que era e clarões aparecem sob luz de cima, chegou a hora.
3. Embaraço que a escovação não resolve
Cabelo de peça não recebe nutrição do couro. Com o tempo, a cutícula se desgasta e o fio embaraça de forma permanente — nenhum produto reverte.
4. Cor desbotada de forma irregular
Sol, cloro e lavagem clareiam o fio ao longo do tempo. Quando a peça já não bate com as suas laterais, a naturalidade se perde mesmo que tudo o mais esteja bom.
5. Base endurecida
Adesivo impregnado que não sai mais na limpeza. A base perde flexibilidade, não acompanha o formato da cabeça e cria pontos de descolamento.
6. Fixação durando cada vez menos
O sinal mais confiável de todos. Se o procedimento é o mesmo, o adesivo é o mesmo, a sua rotina é a mesma — e mesmo assim a peça descola mais cedo a cada ciclo — o problema é a base.
7. Custo de reparo se aproximando do valor de uma peça nova
Reparo faz sentido enquanto é uma fração do custo. Passou disso, é dinheiro jogado num produto no fim da vida.
Quanto tempo até a troca, por base
| Base | Trocas por ano (uso diário, bom cuidado) |
|---|---|
| Micropele ultrafina | 4 a 6 |
| Micropele média | 3 a 4 |
| Lace | 3 a 6 |
| Tela | 1,5 a 3 |
| Híbrida | 2 a 4 |
Veja quanto tempo dura uma prótese.
Planejando a troca
Duas boas práticas:
- Encomende a próxima antes de precisar. Peça sob medida leva tempo. Ficar sem peça esperando entrega é a pior situação possível.
- Considere ter uma peça reserva. Além de eliminar o risco de ficar sem, o rodízio distribui o desgaste e faz as duas durarem mais. Veja vale a pena ter duas próteses?.
Aproveite a troca para ajustar
Cada peça nova é uma chance de recalibrar:
- Densidade (se você achou a anterior cheia demais ou rala demais)
- Altura da linha frontal
- Cor e proporção de brancos (que mudam com a idade)
- Tipo de base (se a anterior esquentou demais ou durou pouco)
- Comprimento e curvatura
É por isso que trabalhar sempre com o mesmo profissional compensa: a segunda peça é melhor que a primeira, e a terceira melhor que a segunda, porque cada uma incorpora o que se aprendeu no ciclo anterior.
O que fazer com a peça antiga
Se ainda estiver em condição razoável, guarde como reserva de emergência. Se estiver no fim, descarte — peça arruinada usada "só num aperto" costuma criar o aperto.
Na BSA
Avaliamos o estado da peça em toda manutenção e avisamos com antecedência quando a troca se aproxima, para dar tempo de encomendar a próxima sem correria.
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